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Identificando o pacote espaçoso

Uma grande dor de cabeça para o usuário que gosta de instalar tudo que vê pela frente é o espaço da partição raiz do N900, chamada de rootfs. Como explicado detalhadamente aqui, essa partição possui apenas 256MB de espaço, e se aplicativos não muito bem construídos forem instalados, ela vai lotar. E isso vai gerar problemas (como a impossibilidade de instalar novos programas ou de atualizar o firmware over the air).

Encontrei um script no Maemo.org, escrito em Perl, que mostra todos os pacotes que estão ocupando espaço nessa partição, e principalmente, quanto está ocupando.

O arquivo deve ser baixado daqui, e descompactado em algum lugar do N900. Ele possui um arquivo de instruções bem completo, portanto para mais detalhes leia-o.

Vá até o diretório onde descompactou o arquivo pelo terminal ou via SSH (não é obrigatório estar como root). Digite este comando:

perl checkpkgs.pl

Ele vai retornar uma lista grande, onde na primeira coluna está quanto o pacote ocupa (em bytes), e na segunda o nome dele. Entre parênteses pode aparecer o “nome amigável” do pacote.

Para saber quais são os arquivos que determinado pacote tem no rootfs, basta usar este comando:

perl pkglist.pl <nome do pacote>

Ele vai retornar a lista de todos os arquivos do pacote especificado (o nome que aparece na segunda coluna do comando anterior, fora dos parênteses) que estão no rootfs. Por exemplo, para o pySafe teremos a imagem abaixo.

fonte: Maemo.org

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O limite da memória

Eu já falei um pouco sobre a memória do aparelho aqui, e sobre os problemas que podem ocorrer ao instalar aplicativos não otimizados.

Agora o tema da discussão é sobre os 2GB de limite de instalação de programas. Por que esse limite? Eu não tenho uma resposta na ponta da língua, mas eu desconfio seriamente de qual é ela: se resume a tipo de formatação.

O Windows usa, por padrão, sistemas em NTFS ou FAT32 ao formatar discos, pen-drives, cartões de memória e afins. No GNU/Linux existem sistemas de arquivos mais eficientes, seguros, e rápidos (por serem nativos). O mais popular hoje em dia chama-se ext3 (o ext4 já saiu do forno, mas não é maduro o suficiente ainda). O problema todo é que um sistema GNU/Linux consegue ler o sistema de arquivos do Windows, mas o Windows não consegue ler o sistema do GNU/Linux.

Então o que iria acontecer quando alguém ligasse seu N900 num computador Windows e tentasse copiar as suas fotos? Ou quisesse colocar no aparelho alguns MP3? Não conseguiria se o sistema de arquivos não for reconhecido por esse sistema operacional!!

Por isso que eu acredito que a Nokia decidiu separar os 32GB em duas partes: uma com 2GB, formatado em ext3, para acesso rápido, fácil, seguro, para a instalação de programas no aparelho, e outra parte com o resto, formatado em VFAT (compatível com FAT32), para que qualquer computador possa acessá-lo.

É também uma forma de proteção, muito provavelmente. Ao ligar o aparelho no computador, via cabo USB, e selecionar o modo “mass storage“, apenas a partição grandona fica visível para o computador! A menor, de 2GB, não!! É porque lá estão arquivos do sistema e programas instalados, que não devem ser tocados inadvertidamente (e convenhamos que não seria interessante o Windows começar a criar arquivos nos diretórios ali, não é mesmo?).

É perfeitamente possível alterar esse esquema de partições do aparelho, aumentando os 2GB. No Maemo.org há alguns tópicos falando sobre isso.

Assim que eu tiver um tempo, vou fazer alguns testes de reparticionamento, e colocarei a “receita de bolo” aqui. Não aconselho que se faça isso sem ter uma certa experiência, pois os resultados podem não ser muito agradáveis.

Mas por enquanto, eu acredito que esse limite de 2GB é muito mais psicológico que outra coisa….tenho vários programas instalados, e 94% da partição continua livre.

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Problemas de memória no N900?

Sim!! Pode acontecer! Mas não é algo parecido ao que acontece em outros aparelhos. Não é exatamente falta de memória para rodar aplicativos, mas sim para instalá-los.

Mas como assim?? O aparelho não conta com 32GB de memória? Sim…e não.

No Windows, o “C:” é uma partição, o “D:” é outra, o “E:” outra…e assim vai (eu sei que pode não ser exatamente assim, mas para a esmagadora maioria dos usuários é). Pois os sistemas GNU/Linux não contam com partições! Apenas diretórios…e você “monta” a partição num diretório.

O aparelho conta, na verdade, com 4 partições: a raiz (com 256MB), a “/home” (com 2GB), a “/home/user/MyDocs” (com 27GB) e a “/media/mmc1″ (que é o cartão de memória).

E esse sistema de arquivos provoca alguns problemas…por exemplo, os programas só podem ser instalados (por enquanto, quem sabe não mudam isso) na raiz ou na “/home”. Percebeu o problema? Pode chegar um momento em que mais nada poderá ser instalado no aparelho por falta de espaço, já que temos um limite de 2.25GB!

Alguns usuários já estão com um problema derivado disso…e que eu passei ontem. Muitos programas dos repositórios de teste e desenvolvimento são instalados na raiz. E ela é pequena! Resultado? Lotou!! Sem contar um outro bug, já conhecido, que faz com que arquivos desnecessários não sejam apagados dela…só uma reinicialização do aparelho resolve.

Também não adianta tentar reparticionar para aumentar o tamanho da raiz, pois ela fica numa memória separada da principal (é outro chip).

Eu não acredito que alguém vá encher tão rapidamente o aparelho de programas, e que muito menos vá utilizar todos os que instalar! A única coisa que deve ser verificada é se o pacote que se está instalando está otimizado para o N900, de forma a que ele não seja instalado na raiz (que é o padrão), mas sim na “/home”. Essa “otimização” nada mais é do que um empacotamento especial do programa….não é recompilação nem nada disso.

A única forma segura de ter certeza que foi otimizado é instalar programas apenas dos repositórios oficiais (nada dos repositórios de teste ou desenvolvimento). E tampouco instalar programas diretamente pelo terminal.

Claro que há outras formas de contornar o problema e colocar os programas onde você bem entender….mas há poréns, como o sistema de arquivos utilizado (a partição grandona, de 27GB, é uma partição VFAT, mais lenta que as partições nativas do aparelho)…além de serem coisas mais avançadas, onde o usuário estará sujeito a fazer grandes besteiras.

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