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Nova versão do QtWRT

Essa biblioteca já foi comentada aqui. Mas ela ainda era experimental. Mas agora já saiu um versão mais polida, onde retiraram o rótulo de experimental.

Não há novas funções, apenas correção de bugs.

Por ser uma biblioteca, e com mudança de nome (não apenas de versão), ela não será atualizada automaticamente. É necessário fazer isso na mão, e tendo o efeito colateral de que os programas que dela dependem também serão removidos (precisando ser reinstalados posteriormente).

Para remover, como root (isso removerá os programas que dependem dela também):

apt-get purge libwrt-experimental1

E para instalar (tem que ser no terminal pois o pacote não aparece no Gerenciador, por ele ser uma biblioteca):

apt-get install qtwrt

Fiz um teste com o Twimgo, que é o único programa em QtWRT que uso, e ele continuou funcionando sem problemas.

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QtWRT: ainda vai ouvir falar dele

Sobre o Qt já se falou um pouco. Quando a Nokia comprou a Trolltech o motivo era mais que evidente: criar um ambiente no qual os programas rodassem em todos os sistemas operacionais da empresa sem necessidade de alterar código-fonte. No máximo, apenas recompilando.

O Qt, ao contrário do que alguns possam imaginar, não é uma linguagem de programação. É uma biblioteca. A vantagem em usá-la é que não é preciso alterar um programa caso se queira usá-lo em outra plataforma que também rode o Qt. Como a biblioteca é padronizada, qualquer programa que a use vai rodar em qualquer lugar que rode o Qt.

E é aí que entra o tema deste texto: QtWRT significa Qt Web Runtime. Na prática nada mais é que uma biblioteca (mais uma), que permite que através de Javascript você acesse o hardware do aparelho. Javascript é a linguagem padrão utilizada em páginas da internet.

Ou seja: você pode construir uma aplicação inteira usando HTML e Javascript.

Um exemplo é o MoneyFlow. Um programa para controle de gastos, comentado pelo leitor/usuário do fórum flavio.

Acredito que as vantagens sejam evidentes: você conta com o poder do HTML unido ao Javascript, e de quebra tem acesso aos contatos, GPS, sensores, e por aí vai. E ainda rodará o programa em qualquer aparelho que entenda HTML e possa ter o QtWRT instalado.

Ainda não há uma versão final da biblioteca para o N900, mas há uma versão de preview. Ele é encontrado no extras-devel.

Os programas feitos nessa biblioteca possuem uma extensão diferente: é .wgt (não é .deb). Mas são instalados também à partir do Gerenciador de Aplicativos. Porém, eles serão reconhecidos apenas após a instalação da biblioteca!

Este vídeo demonstra a utilização do MoneyFlow (e também algumas capacidades do QtWRT):

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GTK, Qt, Python, C, sopa de letrinhas?

Quem frequenta o Maemo.org, ou simplesmente passeia pelos repositórios de desenvolvimento/teste já deve ter percebido que existem duas grandes “correntes”: GTK e Qt.

Mas o que elas são? O GTK (GIMP Toolkit) é uma biblioteca gráfica, utilizada para gerar coisas básicas na tela, como caixas de texto, botões, janelas e afins. Ela foi inicialmente criada para ser utilizada no GIMP (um programa, gratuito, de edição de imagens muito popular no GNU/Linux). Mas depois percebeu-se que ele seria útil para criar uma uniformidade entre todos os programas de um sistema operacional (é….no início da era gráfica do GNU/Linux cada programa era o responsável por fazer as suas janelas, os seus menus, os seus botões, o que fazia com que cada programa fosse diferente do outro, não havia um padrão).

E foi à partir daí que todos os programas que rodassem sob o Gnome utilizariam o GTK como base gráfica.

Porém, ao mesmo tempo surgia uma outra biblioteca, para a mesma coisa: a Qt. Inicialmente era uma biblioteca comercial, fechada. Porém, o pessoal do projeto KDE a escolheu, e forçou a empresa a deixá-la livre para usos livres (quem quisesse utilizá-la comercialmente deveria pagar pela licença).

E foi assim durante muito tempo….se um programa era desenvolvido tendo em vista o Gnome, usava o GTK, se tivesse como alvo o KDE, era a Qt. Isso não quer dizer que um programa em Qt não rode no Gnome, ou que um em GTK não rode no KDE! Rodam!! Mas não são perfeitamente integrados ao ambiente.

E o que isso tudo tem a ver com o N900?? Simples: o N900 roda uma versão personalizada de GNU/Linux, e portanto precisa de uma biblioteca gráfica. Por enquanto, no coração do N900 está o GTK. Mas como a Nokia comprou a Trolltech, que é a empresa responsável pelo Qt, ela, Nokia, está num processo de qt-ização de todos os seus aparelhos! Tanto que os aparelhos S60 são capazes, em tese, de rodar aplicativos desenvolvidos em cima do Qt.

Em tese porque na prática o mesmo programa não vai rodar num N97 e num N900 sem que ele seja recompilado….mas pelo menos o código-fonte poderia ser o mesmo.

Isso tudo para explicar porque alguns programas nos repositórios estão em GTK e outros em Qt. A próxima versão do firmware do N900 muito provavelmente já traga o Qt integrado ao sistema, e em sua nova versão.

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Em quais linguagens programar?

Eu ainda não encontrei informações concretas sobre quais linguagens estão efetivamente disponíveis para programar no N900. Uma delas, com certeza, é o C/C++.

Outra linguagem que é possível utilizar é o Python. E creio que também esteja disponível o Perl.

Nativamente, o aparelho não possui suporte a Java. E ainda não há nenhuma informação confiável se é possível instalar a JRE. O problema que eu vejo não é exatamente rodar programas em Java num terminal, mas sim acessar funções específicas do aparelho (contatos, acessar a internet, etc.) ou mostrar telas (no caso de jogos, por exemplo).

A Sun oferece versões embedded da JRE. E também existe o Jalimo. Mas para ter certeza mesmo, só tendo um aparelho em mãos e fazendo testes.

Outra opção também é o Flash.

Mas eu particularmente acredito muito na força do C/C++ e do Python, em conjunto ao Qt. Talvez o principal seja o Python, visto que com ele é possível fazer programas para diversos aparelhos sem necessidade alteração do código, como os aparelhos com Maemo e com Symbian.

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