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Desenvolvedor sofre

Às vezes surge no meu cérebro um pensamento, uma pergunta: vale mesmo a pena desenvolver usando ferramentas gratuitas, ou com código-fonte aberto?

Eu comecei a programar no MSX. Tinha um Expert, da Gradiente. Na verdade aprendi nele, mas comecei com um Apple II (acho, faz muito tempo), num curso de informática que “ganhei” quando tinha meus 12, 13 anos. Logo depois que comecei o curso ganhei o MSX, e era nele que aplicava toda a teoria que aprendia no curso.

No MSX comecei usando BASIC, depois parti pro Pascal, Assembly, e cheguei a fazer algumas poucas coisas em linguagem de máquina diretamente (principalmente debugar programas escritos em Assembly). Na época não existia internet, e todo o conhecimento vinha através de revistas ou de livros. Durante um bom tempo meu livro de cabeceira foi O Livro Vermelho do MSX.

Aí comecei a trabalhar, e veio a oportunidade de programar profissionalmente. Iniciei com o famigerado Clipper, e depois de algum tempo comecei com MS Access, e daí pro Visual Basic foi um pulo. Quando passei a usar as ferramentas da Microsoft um novo mundo se abriu, pois se tem algo no qual a Microsoft sempre foi excelente é em documentação. Foi com ela que aprendi que o melhor amigo de um usuário/programador pode ser a tecla F1.

E aí surgiu a internet. E a descoberta da MSDN. Bastava pesquisar, que encontrava a solução.

Depois veio o Java, que também conta com uma documentação muito boa. Mas o Java já apresenta um problema: muitas coisas nele são feitas através de bibliotecas criadas por outros usuários. E quem disse que todos os que fazem essas bibliotecas fazem uma documentação decente? Muitos sequer fazem um leia-me!

Com isso, fazer um programa muitas vezes passa a ser descobrir como algo funciona para que possa ser usado corretamente. E é exatamente o que estou enfrentando agora.

Estou convertendo o pySafe de GTK para Qt. Aí apareceu o primeiro problema: qual biblioteca utilizar? Sim…existem duas bibliotecas de Qt para o Python!! Existe a mais desenvolvida, chamada de PyQt, e existe uma outra que a Nokia resolveu criar, chamada de PySide. A Nokia tomou essa atitude porque a PyQt possui uma licença de uso que obriga que se pague ao seu desenvolvedor caso o programa que a use seja comercial. Se for um programa livre não é preciso pagar nada.

Então tive que pesar os prós e contras de cada uma. Em tese, elas seriam completamente equivalentes!! Só precisaria mudar uma linha de código para usar uma ou outra….mas como mundo ideal é uma coisa, e mundo real é outra, elas possuem suas diferenças, e essa história de mudar uma linha não funciona (eu testei).

Acabei optando pela PyQt porque meu programa é livre, então não tenho que me preocupar com a licença. E a PySide, neste momento, roda apenas em GNU/Linux, e eu quero que o pySafe rode em qualquer sistema operacional (basta ter Python), e isso a PyQt permite.

Mas para aprender sobre uma biblioteca você depende de sua documentação. E voltamos ao problema comentado acima….quem disse que a documentação dessas bibliotecas é boa? Há vários links apontando para o nada, não há exemplos claros e práticos, e hoje em dia, infelizmente, encontrar algo útil no Google está difícil. A maioria dos links que o Google devolve são de listas de discussão ou de fóruns, onde nem sempre você encontra a solução para seu problema.

Aí fico pensando no SDK da Apple, altamente elogiado por todos, com vasta documentação. Não adianta apenas lançar um bom aparelho, é preciso dar subsídios para quem quer desenvolver para ele.

E nisso (dar os subsídios) a qualidade da Microsoft é indiscutível! E parece que a da Apple também…..

A resposta para a pergunta inicial continua indefinida. Há alguns casos de softwares livres onde você paga pela documentação….aí eu pergunto: isso é realmente software livre?

Recaller, agora com gravação automática

A nova versão do Recaller faz gravação automática de chamadas. Ele está no extras-devel (há no extras uma versão, a 0.4.0, porém a mais recente é a 2.0.0).

Apesar dele incluir um ícone no menu do sistema, a configuração é feita através do widget colocado no desktop.

Os formatos suportados para gravação são AAC, FLAC e WAV. E permite gravar não apenas ligações, mas sons de jogos e até do rádio FM.

Ele possui um manual básico aqui.

Papel de parede com movimento

Para instalar, procure no extras-devel pelo Live Wallpaper (também disponível no Garage).

Atualização: pelo repositório não será possível instalar pelo problema da libhildon. Mas talvez seja possível baixando o arquivo do Garage e instalando via terminal.

fonte: Daily Mobile

MeeGo rodando em alguns dispositivos

Neste vídeo feito na IDF 2010 (Intel Developer Forum), dá para ver o MeeGo rodando num netbook, numa televisão e num celular (que não é o N900).

O desenvolvimento do sistema está realmente bem avançado.

fonte: Nokia Conversations

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Versão 1.0 do MeeGo em maio

Pelo menos é o que diz um post num blog da Intel. E também diz que a versão 1.1 virá em outubro, esta com suporte a desenvolvimento em Silverlight, Java e Air.

Também diz que a Intel está trabalhando conjuntamente à Microsoft para tentar deixar o MeeGo e o Windows o mais amigos possível.

Uma coisa que chama a atenção no texto é o fato de dizerem que o MeeGo = Moblin + o melhor do Maemo. Isso soa um pouco estranho. É como dizer que o MeeGo é o Moblin com algumas partes do Maemo, e não um sistema feito à partir do zero contendo o melhor dos dois mundos. Apesar que, se pararmos para pensar, realmente o Moblin é mais complexo que o Maemo, já que este roda, em tese, apenas nos internet tablets da Nokia, enquanto que o Moblin poderia rodar em qualquer netbook.

Mas segundo o comentário do BR-Linux, vamos ver como a Nokia chamará o sistema, para saber quem é que efetivamente manda nessa sociedade (e se os sócios estão falando a mesma língua).

No Maemo Central apareceram algumas imagens do que seria o MeeGo rodando nos aparelhos da Nokia. Acredito que sejam apenas conceitos, e sabe-se lá se realmente da Nokia ou feitos por algum usuário.


fonte: Zumo Blog, via BR-Linux.org

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Chromium (ou Google Chrome)

Antes uma explicação: o Patola, leitor do blog e usuário do fórum, já tinha dado a dica no próprio fórum. Eu resolvi não fazer nenhum post no blog pois o programa ainda não estava disponível nos repositórios, então a instalação dele exigia que os arquivos fossem baixados no aparelho e instalado na mão. Não que essa seja uma solução ruim, mas é uma solução para a qual muitos usuários torcem o nariz ou tem medo de executar (além de passível de erros e problemas).

Mas agora ele já está no repositório extras-devel, então pode ser facilmente instalado (e removido) por qualquer um.

O Chromium não é exatamente um porte do Chrome, o navegador do Google, mas sim o nome que a empresa deu para o projeto ao liberar os códigos-fonte do programa. Podemos dizer que o Chromium é uma versão código-aberto do Chrome (mas que na prática devem, ou deveriam, ser a mesma coisa).

Assim que o programa é aberto, surge a primeira imagem que está acima, perguntando se ele deve alterar as configurações de qual é o navegador padrão, e depois aparece a outra imagem.

Como dá para perceber, ele é igual à aplicação nos computadores.

A minha intenção era fazer os mesmos testes que fiz quando do lançamento do Fennec (Firefox for Mobile), e também as primeiras impressões do navegador nativo do N900. Porém, os testes não foram muito animadores.

A minha primeira tentativa foi o site do Itaú, para entrar no internet banking dele. Na primeira imagem acima dá pra ver o resultado. Ali onde está a tarja vermelha dizendo que o conteúdo foi bloqueado por ser inseguro deveriam estar os campos para digitar agência e conta (apenas agência e conta…a senha viria numa página posterior).

Aí eu pensei que talvez fosse apenas uma configuração, e fui tentar olhar nas opções de configuração se encontrava algo…e surgiu a segunda imagem. Pensei que pudesse ser apenas algum problema na hora de desenhá-la, e cliquei na aba seguinte, voltando para a primeira aba….mas ficou igual.

Já desanimado, quis ver como ele se portava com o Flash. A terceira imagem diz tudo. O engraçado é que o site do Itaú também possui Flash…

Sem contar que, se olhar na própria terceira imagem, notará barras de rolagem na lateral direita e no rodapé. Pois é….para rolar a tela eu preciso ter precisão de clicar na barra direitinho. Não adianta passar o dedo pela tela para que ela role.

O que eu concluo dessa experiência é que esta versão é, efetivamente, apenas uma compilação da versão para desktops. E portanto não totalmente funcional para um aparelho móvel. Para ele ficar usável, precisaria ser portado, e não apenas recompilado.

É interessante para mostrar que é possível, mas não é produtivo para utilização real.

Enquanto isso, o navegador nativo reina absoluto…

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Sygic com mapas do Brasil e novo firmware: quem chega primeiro?

Sinto não poder dar uma resposta concreta, mas recebi um email da Sygic, respondendo meu questionamento sobre quando lançarão os mapas brasileiros.

Dear Sir,

We are currently working on adding new maps for Maemo version, so it will have at least same coverage as Mobile maps for other platforms. Unfortunatelly I’m not able to tell you when Brazilian maps will be available, I can only tell you, that we will definitely release Brazilian maps. Hopefully it will be within a month.

Thank you for contacting support and your interest in our products!

Best regards,

Jozef Vojtko I Sygic a.s. I Technical Support I e-mail: [email protected] I web: www.sygic.com

Traduzindo: “Estamos atualmente trabalhando na adição de novos mapas para a versão do Maemo, assim ele terá a mesma cobertura de mapas das outras plataformas. Infelizmente não sei dizer quando os mapas do Brasil estarão disponíveis, o que posso dizer é que com certeza serão lançados. Quem sabe daqui a um mês.”

Enquanto isso, pela internet, pipocam as versões piratas do programa com os mapas tupiniquins. Já não sei dizer se é má vontade mesmo…lamentável.

Enquanto isso, na Nokia…..
– Estagiário….me traga um café!
– Mas senhor, eu ia desligar a cafeteira para poder colocar o servidor com a nova atualização do N900 no ar!
– Os usuários já esperam há bastante tempo! Não vão se importar de esperar mais um pouco! Quero meu café!

Por que não é possível instalar vários programas ?

Aqueles que costumam instalar programas do repositório extras-devel já devem ter notado que muitos programas não estão instaláveis, assim como muitos outros não estão atualizáveis.

Alguns reclamam da libhildon1, outros de algum componente do Qt.

O problema todo reside no fato de que muitas bibliotecas foram atualizadas. Porém essas versões atualizadas só serão colocadas no aparelho quando o firmware novo for lançado…o que ninguém sabe quando será.

Explicando mais a fundo: todos os programas podem ter dependências. Ou seja, um programa pode depender de alguma biblioteca. E essa biblioteca, geralmente, deve estar em sua última versão. O sistema do Maemo.org indica qual é a versão da biblioteca que o programa espera encontrar, e caso a versão instalada seja mais velha que a versão esperada, o programa não é instalado.

Isso é uma questão de segurança, pois o que garante que o programa não fará uso de alguma função da biblioteca que só foi implementada na última versão? Impossível saber.

O que gerou todo esse problema é que, como dito acima, muitas bibliotecas foram atualizadas, e o repositório de desenvolvimento já está configurado para essas novas versões. Então ao pedir para instalar um programa, ele já está apontando para a versão mais recente, que não está ainda no aparelho.

A solução? Esperar. Não há nada que possa ser feito a não ser esperar até que o firmware seja lançado.

Muitos podem reclamar, espernear, resmungar, mas vamos lembrar que o repositório extras-devel é de programas em desenvolvimento, que normalmente não deveriam ser instalados por usuários comuns. Claro que isso num mundo ideal, onde os programas seguissem todos os passos normais dentro dos repositórios do Maemo.org….que não acontece, pois muitos são criados e deixados por lá, mesmo que funcionando 100%.

Phone Speaker Switcher

Mais um programinha simples, mas muito útil! Basicamente, ele faz com que uma chamada entre automaticamente no viva-voz dependendo de algumas configurações: ele pode ativar o viva-voz quando o teclado é aberto, quando a tecla da câmera é pressionada ou dependendo do sensor de proximidade (que é pra mim o mais interessante disparado).

Além de exibir automaticamente o gerenciador de tarefas assim que ativa o viva-voz.

E claro, se usando o sensor de proximidade, assim que o sensor percebe que afastou o telefone do rosto o viva-voz é ativado, e assim que o aparelho volta pra perto do rosto, é desativado!

As configurações dele ficam lá na seção extras, no menu de configuração do próprio aparelho.

Não é possível usar o sensor ao mesmo tempo que as teclas. Parece que há algum problema de concorrência ou alguma outra coisa que causa efeitos indesejados, por isso que se o sensor estiver selecionado, o teclado e a tecla da câmera ficam desabilitados.

Ele não atende uma ligação automaticamente, mas caso se atenda e o sensor (se configurado para esse caso) perceber que o aparelho está longe do rosto, entra no viva-voz automaticamente.

O programa está no repositório extras-devel.

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Explicando o Conky

O Conky é um utilitário inicialmente desenvolvido para computadores, mas que foi portado para o N900. Ele apresenta diversas informações em sua tela, e o objetivo deste texto é explicar o que é cada uma. Porém, vale lembrar que isso é apenas para o Conky, digamos, virgem. Ele é altamente configurável, e sua tela pode ser totalmente alterada, bastando para isso mexer no arquivo de configuração dele (/etc/conky/conky.conf). O objetivo deste post não é dar dicas de configuração, até porque são tantas opções que o melhor lugar para encontrar informações sobre isso é o site do projeto em si.


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